segunda-feira, 11 de março de 2013

Bandeira trata CT como prioridade e nega revanchismo contra Patricia

Por Cahê Mota Rio de Janeiro
Bandeira de Mello, Presidente do Flamengo (Foto: Divulgação/Site Oficial do Flamengo)
Bandeira de Mello durante a coletiva no Ninho do
Urubu (Foto: Divulgação/Site Oficial do Flamengo)
 

Uma visita inesperada e ilustre chamou a atenção no treinamento do Flamengo, neste sábado, no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, em Vargem Grande. Ao contrário do costume, que é a presença apenas do diretor executivo Paulo Pelaipe como representante da diretoria no local, o presidente Eduardo Bandeira de Mello tirou a manhã para acompanhar a vitória por 3 a 0 sobre o Bonsucesso, em jogo-treino.
No trajeto até chegar ao campo 5, onde foi realizada a atividade, o presidente precisou passar por ruas esburacadas e pôde constatar pessoalmente as condições precárias do Ninho do Urubu. Questionado sobre as obras, que estão paradas desde setembro, Bandeira de Mello admitiu que a estrutura ainda está bem abaixo do esperado e tratou a conclusão do CT como uma das prioridades de seu mandato.
- Esse CT quando ficar pronto vai ser uma referência, mas ainda falta muito. Estamos trabalhando para isso, tentando desenvolver. É nossa prioridade. O clube passa por dificuldades - afirmou Bandeira.

Nesta semana, o vice-presidente de patrimônio, Alexandre Wrobel, revelou que é necessário levantar cerca de R$ 8 milhões para a retomada das obras, o que espera que aconteça até o fim de março. A respeito do que viu em campo neste sábado, Bandeira de Mello ficou satisfeito com a atuação da equipe diante do Bonsucesso, que disputa a segunda divisão do Carioca, e justificou sua visita ao treinamento.
- Os treinos são restritos. Não há badalação. Por isso, dificilmente a gente (diretoria) vem. O Wallin (vice de futebol) não pôde vir neste sábado e, como adoro futebol, achei válido vir. Foi um jogo-treino muito interessante.
Em seu terceiro mês de mandato, o dirigente fez uma análise da situação atual do Flamengo e voltou a bater na tecla de que os problemas financeiros têm sido o maior entrave. As perspectivas para um futuro breve, no entanto, são boas.
- O balanço é positivo. Encontramos uma situação muito complicada e estamos conseguindo virar o jogo. Vamos enfrentar muitas dificuldades, mas conseguimos nos entender com vários credores. Não tenho como dizer o prazo, mas vamos ter uma certidão negativa de débito que vai ser importante para o Flamengo. Isso vai alavancar patrocínios, recursos, e vai pavimentar essa retomada. É uma certidão que abre recursos, por exemplo, das loterias para esportes olímpicos. Só pelo ponto de vista moral, já é uma vitória.
'Não há retaliação a ninguém'
Durante a entrevista coletiva, Bandeira de Mello foi questionado ainda sobre a reprovação das contas do ano de 2011 de sua antecessora, Patricia Amorim, e garantiu que a decisão do Conselho Deliberativo não representa nenhum tipo de perseguição política. Na última quinta, a ex-presidente criticou as medidas da nova diretoria, que acabou com as equipes profissionais de ginástica e judô, e falou em revanchismo.
- É uma questão que deve ser olhada pelo ponto de vista técnico. O conselho viu que as contas não deviam ser aprovadas. Não foi retaliação a ninguém. Quando é assim, deve se fazer o balanço, nomear uma comissão e apurar as responsabilidades. O objetivo é ter contas que possam espelhar a realidade do Flamengo. Queremos que tudo seja esclarecido, e não há a intenção de prejudicar ninguém.
Por fim, o mandatário comentou ainda a decisão envolvendo os esportes olímpicos e a tratou como temporária.
- É algo momentâneo. Estamos passando por uma situação de dificuldade e esperamos este ano ainda manter esses gastos. Seria pior se comprometer e não conseguir pagar. Estamos buscando parceiros para retomar as atividades, e a certidão negativa de débito é o caminho para essa retomada. Conseguindo, o grande beneficiado será o esporte olímpico.
O fim das equipes de judô e ginástica foi anunciado na última terça-feira e afetou estrelas como Jade Barbosa e os irmãos Diego e Daniele Hypolito, que reclamaram em entrevista coletiva. Outras modalidades, como remo, pólo aquático, nado sincronizado e basquete, continuam em atividade.

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