quinta-feira, 17 de julho de 2014

Eduardo da Silva diz que Vasco é passado e sonha com Maraca pelo Fla


Eduardo da Silva Apresentação Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Eduardo da Silva recebe a camisa 23 de um sócio-torcedor (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Nas primeiras horas da manhã, Eduardo da Silva desembarcou no Rio de Janeiro. No começo da tarde, assinou contrato com o Flamengo por 18 meses. Em seguida, deixou a Gávea e foi ao Ninho do Urubu ser apresentado aos novos companheiros e à imprensa. Apesar do desgaste e de um pouco de nervosismo ao encarar os jornalistas, o atacante demonstrou muito ânimo para iniciar sua caminhada no futebol brasileiro, após quase 16 anos na Europa.
- Para mim, é um grande sonho poder jogar pela primeira vez no Brasil, que tem um grande campeonato. Vestir essa camisa, a de maior tradição do país, com grande história e que tem a maior torcida do mundo. Feliz por estar aqui. Claro que tem uma fase de adaptação, mas vou dar meu máximo - disse o jogador.Antes de ser apresentado, o atacante fez uma atividade na sala de musculação. Depois de receber a camisa 23 das mãos de um sócio-torcedor, mostrou um certo nervosismo durante a entrevista. Durante as respostas, os quase 16 anos fora do Brasil ficaram claros nos momentos em que fez pausas para buscar palavras na memória.

- Saí muito cedo. Optei por jogar pela Croácia porque foi uma grande oportunidade. O carinho é grande. Desde o Sub-20 jogo lá - comentou.
Criado na Vila Kennedy, Eduardo deixou o Brasil em 1999 após se destacar na Taça das Favelas e defendeu três clubes em sua carreira: Dínamo Zagreb (2001/07), Arsenal (2007/10) e Shakhtar Donetsk (desde 2010). Naturalizado croata, disputou a Eurocopa de 2012 e a última Copa do Mundo - quando ficou no mesmo grupo do Brasil. Mas jogou pouco no Mundial e entrou apenas no segundo tempo da goleada da Croácia por 4 a 0 sobre Camarões. 
Veja os principais tópicos da apresentação:
Estilo de jogo
- A maioria nunca me viu jogar, foram 15 anos na Europa. Minha característica é de jogar como atacante. Nos últimos anos, na Ucrânia e na seleção (da Croácia), estava jogando mais pelos lados ou até mesmo atrás dos centroavantes. Estou aqui para atuar em qualquer posição.
Adaptação ao futebol brasileiro
- Acho que não vai demorar a adaptação. Fora de campo, na vida e amizades, talvez. Mas dentro de campo espero que seja muito rápido, não acredito em dificuldades. Nunca joguei como profissional no Brasil, mas o que eu penso mesmo é sobre o clima, que é bem diferente. O Flamengo vai jogar no Sul no domingo, com frio. E depois pode jogar no Nordeste com calor. Isso é diferente, mas vou fazer de tudo para me entrosar o mais rápido possível.
Torcida pelo Vasco
- Tentei explicar isso já. Foi uma coisa de infância. Juntava os amigos, e cada um torcia para o seu time. Mas já são 15 anos na Europa. Venho para realizar o sonho de jogar em um grande clube como o Flamengo. Quero ajudar para colocar o time no lugar onde a torcida se acostumou a ver. Sonho poder jogar em um grande clube como o Flamengo no Maracanã.
Salvador da pátria?
- Não posso me considerar o que resolve. São 11 jogadores e um grupo de 25 ou mais. Todos dependem de todos. Flamengo tem muita pressão, qualquer jogador pode decidir.
Estreia
Meu último jogo dia 23 de junho pela seleção, quando fomos eliminados. Fiquei até hoje fora de atividade. No calendário europeu, é férias. Mas ainda estava jogando peladas no Rio, na praia, fazendo uma corridinha. Sobre estreia, ainda não sei. Pode ser em uma semana, em dez dias. Vai depender do técnico e do meu rendimento nos treinos.

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